Thursday, March 08, 2007

o Monte vai à Reabertura do Cine-Incrível

quinta a sábado__8 a 10__março__das 21h30 à 01h00____o Monte* vai à Reabertura do cine-Incrível que apresenta o ciclo: Novas Imagens Urbanas

instalações+projecções+conferência+conversa+bar >>>>>2 euros

!extra! extra! extra! extra!
sábado, 10 de março, às 23h, O Monte* apresenta "Geografias Emergentes"
Miguel Graça e Benjamin Brejon improvisam sobre visões panópticas da urbanidade com a Letónia no pensamento
+ conversa aberta com Marko Stamenkovic, Nathalie Mansoux e ?lex


O Cine-Incrível era o mais importante cinema de Almada, rivalizando em construção e dimensão com os mais emblemáticos cinemas de Lisboa, como o Condes, o Império, o Éden ou mesmo o S. Jorge. A diferença é que, em vez de um tinha dois balcões!, e ficava do outro lado, da outra margem, num contexto sub-urbano. Com a proliferação dos centros comerciais e as salas multiplex o Cine-Incrível, desde sempre um cinema feito pelos seus associados, deixou de ser rentável. Fechou as portas em 1993.

Um pouco mais de dez anos depois o Cine-incrível reabre as portas, agora com o nome de incrível Club, através da Associação Piajio. Neste momento é muito mais do que uma sala de cinema, é uma sala de espectáculos. A questão que nos colocamos é: como re-apresentar o cinema numa sala com tanta história?

Estarão as pessoas da região dispostas ou preparadas para se sentarem de novo numa destas cadeiras para assistir a um filme? Fará ainda sentido este cinema num mercado de exibição sobrelotado? No novo contexto de teias urbanas, o ciclo para re-abrir as actividades do Cine-íncrível teria que obrigatoriamente passar por todas estas questões e mais algumas.

NOVAS IMAGENS URBANAS é o Cine-Incrível ano zero, em teste consigo próprio:

"Que imagens fazemos dos espaços que (não) habitamos?"

Atravessem o rio e visitem esta sala mítica!

INDIGONOIR & MECANOSPHERE no Franco-Portugais

INDIGONOIR & MECANOSPHERE

" Membranes"Nature - Organe - Circuit8 - 30 de Março.Inauguração : Institut Franco Portugais / 8 de Março - 18 Horas /Av. Luis Bivar, 91 / Metro : Saldanha ou São Sebastião

IndigoNoir & Mecanosphere: uma instalação em forma de circuito onde se cruzam os assemblages visuais de IndigoNoir com as bandas sonoras espectrais de Mécanosphère, a emitir a partir de postes de escuta.

Psicogeografia auditiva e visual de uma possivel "natureza da natureza" - insectos, fantasmas migratórios, restos de textos, evocação de orgãos e resistência dos materiais, close-ups de paisagens sub-pastorais, organologia microgotica e land art mental em cut up.

Uma homenagem longinqua a Novalis, Robert Smithson e Alexander GrahamBell.

TCS Geografias Emergentes. O Monte Vai ao Incrivel Almadense

!extra! extra! extra! extra!sábado, 10 de março, às 23h, O Monte* apresenta "Geografias Emergentes" no Incrível Amadense: Miguel Graça e Benjamin Brejon improvisam sobre visões panópticas da urbanidade com a Letónia no pensamento + conversa aberta com Marko Stamenkovic, Nathalie Mansoux e ?lex

Geografias Emergentes articula-se a partir da ligação de dois territórios emergentes (Extremadura - na sua definição mais lata, com ramificações até Portugal -, e Letónia), que partindo da sua localização geográfica periférica no contexto europeu e global, estão a tornar-se centrais na redefinição contemporânea das relações entre tecnologia, criatividade e sociedade

Esta experiência transforma em questão central a redefinição contemporânea das relações que a tecnologia, a criatividade e as novas localidades e grupos sociais converteram em novos territórios de experiência social, cultural, científica e tecnológica, afastados dos tradicionais centros de produção de conteúdos e formas económicas, sociais e culturais. Por um lado, a Extremadura: região geográfica no extremo sudeste do continente, pioneira do mundo na migração para software livre com o sistema operativo Linex. Por outro, a Letónia: ex-república soviética no Báltico, onde se conseguiu reciclar para uso civil, artístico e cultural, enormes instalações tecno-militares da Guerra-fria.

Geografias emergentes irá investigar, desde a teoria inicial de relação periférica até à prática experimental (laboratório tecnológico) de coabitação por redes, o potencial de uma ponte de intercâmbio cultural entre a Extremadura e a Letónia neste contexto emancipador, global e fluido, partindo da tecnologia como organismo gerador de ligações e novas “pulsações geográficas”.

O projecto consiste num work in progress dividido em 3 fases e, tendo a primeira fase - que decorreu dia 18 de Fevereiro, na ZDB, em Lisboa - consistido na divulgação geral de TCS - Geografias Emergentes, e a apresentação dos projectos portugueses a desenvolver nas fases seguintes, seleccionados para as Fase 2 (Letónia) e Fase 3 (Laboratório Tecnológico na Sibéria Extremeña).

Os projectos seleccionados para Fase 2 (Letónia) / Premios K@2 foram os seguintes:
1/ Ana Maria Vieira: (LX)Fluxhack: Pendulum Project

2/ Rubén Alcázar Ledesma: Tecnopaisaje

3/ Economic Architextures / Carlos Babiano Espinosa y Francisco J. Vaz Cano

4/ Jaime Díez Honrado: Laraich – Siberia Tatajarrak

5/ Fancisco Fernández Gallardo: Carta de ruta – Porno estéreo

6/ Gonzalo Palomo Guijarro: ¡Hilos conductores de película!

7/ Luhuna Carvalho: (LX)Fluxhack: Flight

8/ Paulo Maias de Carvalho y Sandra Patrícia Ferreira: Do Archidroids Accomodate Electric People

9/ Gabriel Fernández Martín: red mineral – red digital

10/ José Mendoza Milara: Asilo

Entre 10 e 17 Março, Ana Maria Vieira, Luhuna Carvalho e Maria João Lobo estarão na Letónia - em Riga, Irbene, Ziemupe, Karosta e Liepaja -, para o desenvolvimento dos respectivos Projectos através da colaboração e trabalho em equipa nos ateliers, mesas de debate e mesas de projecto da K@2.

Sunday, March 04, 2007

VENDE-SE OU ALUGA-SE

Perdre pied (Perder o Norte)
Ana Catarina Marto 2006, pastel d'óleo, vídeo cor 1'12'' (loop)
A “grelha” na parede é o resultado do prolongamento de diferentes linhas (da porta), a criação de perpendiculares e o traçado de uma linha horizontal rente ao roda pé. O desnivelamento deste apartamento antigo é assim evidenciado e opõe-se ao espaço novo arquitectónico minimalista. O público é levado a entrar no jogo perceptivo ao posicionar-se na zona mais inclinada do apartamento, de maneira a conseguir ver o vídeo no qual pernas de uma manequim se movimentam no ar.
Perdre pied em francês quer dizer perder o pé (na água) e de maneira metafórica, perder o norte, desorientação ética ou referencial ou ainda perda de controlo.
Levanta-se aqui, entre outras, a questão abstracta do que é considerado como modelo exemplar e correcto.

…,…,…,…,
Lara Morais
2007, Vídeo instalação, 3'15'' (loop)
Entra-se numa absurda repetição de movimentos sem que se tenha consciência dos mesmos. Uma das saídas poderá ser “mudança”, outra, o tentar “apagar” vestígios de algo impossível de ser “apagado”, repetindo as mesmas acções numa rotina diária, sem que seja notada mudança alguma.

Outras Casas
Henrique Neves
2007, Som Digital, 38 min.
Discman, amplificador, colunas.
O trabalho baseia-se numa recolha de bandas sonoras de documentários e de videocasts retirados da Internet que testemunham experiências diversas de habitar e construir. Alguns dos excertos sonoros são relativos a ocupações de casas na região de Lisboa, no período pós 25 de Abril, e a ocupações urbanas recentes em S. Paulo e Belo Horizonte. Outros documentam construções actuais onde se alia eficiência energética, consciência ambiental, baixo preço, transportabilidade e uma estética contemporânea; excertos sobre Geodesic Domes e casas possíveis de serem transportadas em camiões. Durante a edição, as diferentes recolhas sonoras sofreram alterações mínimas. O material utilizado, amplificador, colunas e Discman, é emprestado por Paulo Ribeiro, Gabriela Tasso e Patrícia Sousa.
Na apresentação do trabalho a escolha das faixas é feita pelo Discman, em modo aleatório.

D. Encarnação
André Simões
2007, Sete cassetes Mini Dv, prateleira
Sem um plano prévio do que iria fazer, fui registando em vídeo as minhas visitas à D. Encarnação, que vive desde há sete anos no Lar Centro de dia de Stª Catarina Labouré, em Lisboa. Durante todo esse tempo, ao longo de algumas semanas, assumi-me na maioria das vezes como ouvinte. Falámos um pouco sobre tudo e as nossas conversas, acabaram por preencher sete cassetes.
Durante a edição surgiram questões relacionadas com a representação da pessoa/personagem. Nesse processo não me pareceu importante a ideia de estar a manipular imagens e atribuir-lhes um novo sentido. O importante era a ideia de pessoa, como personalidade singular onde as cassetes devidamente identificadas funcionariam como objectos para a ideia de intérprete/criador.

From L to Another Place
Patrícia Sousa 2006, fotografia a cores, impressão de jacto de tinta sobre papel
discman, som digital 11'49''
A procura de informações acerca de um local onde foi feita uma fotografia por um autor desconhecido, conduz a um encontro fortuito, onde os participantes involuntários na tentativa de descodificação da imagem, questionam também a sua relação com o espaço urbano.

Agradecimentos:
Carlos Carrilho, Joana Dilão, Noelle Georg, Rui Figueiredo, Arfus Greenwood, MONTE, Marina Rosa, D.Encarnação, Maria Antonia, Conceição Passos, Maria José Barros, D.Catarina, Domicília Maria Guiomar.

Rua do Monte Olivete, nº30, 2º andar – 10 e 11 de Fevereiro 2007 – info: numero30@gmail.com